“Um Buñuel sobretudo mexicano” e outras obras-primas 

De 11 a 31 de Julho, no Teatro Campo Alegre acontece a 1* fase do ciclo 25xBuñuel, um extenso programa dedicado a um dos nomes maiores da arte no século XX: o cineasta (e também escritor) LUIS BUÑUEL (Espanha, 1900 — Cidade do México, 1983), com um especial enfoque no extraordinário “período mexicano”.

“Surrealista gestionário” nos tempos da Casa do Estudante, com Lorca e Dalí em Madrid, foi para Paris em 1925, onde escreveu poesia, quis ser cineasta, trabalhou no teatro. Em 1929, o seu primeiro filme, Un Chien andalou, escrito a meias com Dalí, foi “o primeiro filme inteiramente surrealista”. Seguiu-se L’Âge d’or (1930), que na sua estreia causou imenso escândalo e deu a Buñuel uma reputação mítica e uma aura enorme.

Depois de um malogrado convite para Hollywood, regressou a Espanha, onde filmou Las Hurdes(1932), um documentário sobre uma das regiões mais pobres de Espanha, que viria também a ser proibido.

Em 1946 chega ao México, exilado político, dando assim início ao “período mexicano”, no qual Buñuel insuflou em melodramas e comédias a moral e os processos do surrealismo. Muitos críticos sustentam que essa foi a sua grande época e ele próprio defendeu vários destes filmes como dos melhores que realizou.

No regresso à Europa (filmes que veremos na segunda fase), apesar da censura, proibições e polémicas, Buñuel foi finalmente aclamado como um dos maiores cineastas de todos os tempos.

Medeia Filmes