As cine-revistas de Artur Semedo

Em 2010, a Confederação, inicia um ciclo de estudos sobre o Teatro e as Imagens em movimento, denominado Hestória(s) do Teatro. Ao longo de todos estes processos de escrita e edição, de entre outras tantas propostas, fomos organizando pequenos ciclos de cinema e sessões únicas de obras cinematográficas cuja relação Teatro – Cinema pudesse ser debatida por nós.

Neste curto ciclo de 3 sessões, a Confederação, projeta 3 filmes realizados por Artur Semedo (1924-2001) enquanto realizador. Queremos repensar esta, que foi uma figura fundamental para o humor em Portugal entre os anos cinquenta e noventa do séc. XX. O Cineasta que transportava consigo um humor subtil, ácido, tremendamente irónico e desconcertante, que se fazia representar na tela a partir de um personagem por ele criado e que habitou toda a sua obra. Um enfant terrible que foi habitando também obras de outros criadores - António Reis e Margarida Cordeiro, Luís Galvão Teles, Fernando Lopes, Manuel Guimarães, entre tantos outros.

Marcado profundamente pela euforia do Teatro Revista, pelas Farsas costumeiras que abundavam no teatro português, e definitivamente nos anos 60 pelo Teatro do Absurdo (termo que Eugene Ionesco abominava), cuja chegada a Portugal nessa década dá um rumo definitivo à obra deste realizador/ator/produtor/diretor de produção.

 

 Miguel Ramos

 Direção da Confederação