VARDA HONORIS CAUSA: UM MOMENTO ÚNICO

Depois das Universidades de Gotemburgo e de Liège, a Universidade Lusófona do Porto atribui em 29 de março o grau de Doutoramento Honoris Causa a Agnès Varda, cineasta surgida no movimento da Nouvelle Vague e uma das mais importantes criadoras do nosso tempo.

Envolvida nos movimentos sociais e políticos  que marcaram a segunda metade do século, Agnès Varda trabalhou insistentemente as questões dos direitos civis, das minorias étnicas e o lugar da mulher numa obra que, com “Os Respigadores e a Respigadora” (2002), permitiu a uma nova geração redescobrir com entusiasmo a juventude desta cineasta de 87 anos.

Num percurso pautado pela liberdade, Varda aventurou-se na última década  no campo das artes visuais, criando instalações audiovisuais relacionadas com a sua produção cinematográfica, destacando-se a sua participação com “Patatutopia” na Bienal de Veneza (2003) e a exposição “L'Île et Elle” na Fondation Cartier (2006).

No contexto desta atribuição e desta que é a segunda visita de Agnès Varda à Universidade Lusófona do Porto (a primeira aconteceu em 2014), a instituição organiza o ciclo VARDA HONORIS CAUSA programado por João Sousa Cardoso, dedicado aos filmes mais representativos da obra da cineasta, numa parceria com a Câmara Municipal do Porto. O ciclo abre na noite de 29 de março e na presença da cineasta, com Les Trois Boutons (20015), obra em estreia nacional. E prolonga-se por seis sessões, no Teatro Rivoli, até 1 de abril que permitem uma leitura transversal desta obra multiforme, da produção inicial, Cléo de 5 à 7 (1962) a Les plages d'Agnès, a sua longa-metragem mais recente (2008).

Universidade Lusófona do Porto